Cinco dos seis candidatos convidados ao Governo de Minas Gerais participam neste domingo (16) do primeiro debate televisionado da disputa de 2026, promovido pela Band Minas. Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e o governador Mateus Simões (PSD) ocuparam os púlpitos do estúdio da emissora em Belo Horizonte, a partir das 20h.
Patrus Ananias (PT) foi convidado e não compareceu. A campanha do petista informou à emissora que a ausência se deveu a um conflito de agenda: ele está em São Paulo, no lançamento oficial da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A mediação é de Lucas Catta Prêta, chefe de redação e âncora do Jornal Band Minas.
Como está estruturado o debate
O encontro está dividido em quatro blocos e tem cerca de duas horas de duração. Na abertura, os candidatos responderam a uma pergunta comum, em ordem definida por sorteio, seguida de uma rodada de confrontos temáticos sobre saúde, segurança pública, infraestrutura, mineração e equilíbrio fiscal, os cinco eixos que a emissora definiu como centrais para o estado.
O segundo bloco adota o formato de confronto direto com tema livre, em que cada candidato escolhe o adversário a quem dirige a pergunta. O terceiro é reservado ao Painel da Redação, com perguntas formuladas por jornalistas da Band Minas a partir de dados e indicadores sobre o estado. O último bloco combina nova rodada de confronto direto e as considerações finais.
Foram convidados os candidatos cujos partidos têm representação no Congresso Nacional, critério previsto na legislação eleitoral e adotado pelas emissoras para definir quem senta à mesa.
Quem chegou ao estúdio e em que posição
O debate reúne trajetórias distintas. Mateus Simões disputa a permanência no cargo que ocupa desde março, quando assumiu após a renúncia de Romeu Zema, de quem era vice desde 2022. Filiado ao Novo até outubro de 2025, ele migrou para o PSD e teve a candidatura confirmada em convenção, com apoio de PSD, Novo, Democracia Cristã e Avante.
Cleitinho Azevedo chegou ao debate como líder das pesquisas de intenção de voto. Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, tenta o Palácio Tiradentes quatro anos depois de ser derrotado por Zema em 2022. Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, e Gabriel Azevedo, ex-vereador da capital e candidato do MDB sem coligação, completam a mesa.
A dívida bilionária do estado com a União e os gargalos de infraestrutura estão entre os temas mais aguardados. Minas aderiu ao Propag, o programa federal de renegociação de dívidas dos estados, e o passivo é o item que condiciona boa parte da margem orçamentária de quem governar o estado a partir de 2027.
O que o primeiro debate coloca em jogo
É o momento em que o eleitor vê os candidatos no mesmo enquadramento, respondendo às mesmas perguntas e com o mesmo tempo de resposta. É uma comparação direta que a propaganda de campanha não oferece, e que chega a quem ainda não decidiu o voto. O que fica em aberto é quanto desse confronto se sustenta ao longo da campanha, e se os temas que estruturaram a noite, da dívida com a União à segurança pública, seguirão no centro dos próximos encontros.











































