O Progressistas (PP) anunciou nesta sexta-feira (31) que vai permanecer neutro na eleição presidencial, decisão que elimina a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (MS) ser a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A posição foi divulgada em nota oficial publicada nas redes sociais da própria senadora.

"Os Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiram, por maioria, permanecer neutros no processo eleitoral", diz o texto. "Portanto, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina."

Convite anunciado horas antes

A nota veio no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro confirmou publicamente o convite. Em São Paulo, durante café organizado pelo prefeito Ricardo Nunes, o senador afirmou que Tereza Cristina havia aceitado integrar a chapa e a descreveu como "um quadro excepcional" e "respeitadíssima dentro da política".

Ainda pela manhã, ao falar à imprensa, Flávio tratava a definição como pendente da decisão partidária: "A Tereza Cristina é um quadro excepcional, foi ministra do presidente Bolsonaro (...) o convite foi feito, ela aceitou e agora estamos nas conversas pra saber se o partido vai avançar ou não", declarou, afirmando que a vaga de vice em sua chapa segue em aberto e que mantém conversas com partidos.

Recuo em menos de 24 horas

Na noite de quinta-feira (30), a equipe de Tereza Cristina já havia adotado tom cauteloso. Em manifestação, informou que a reunião com Flávio tinha sido "produtiva", mas que nada estava decidido, porque "qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários".

Senadora do PP por Mato Grosso do Sul e ex-ministra no governo Jair Bolsonaro, Tereza Cristina é a líder do partido no Senado Federal. Com a definição pela neutralidade e a decisão de não convocar convenção nacional, a recusa frustra os planos da campanha de Flávio, que volta a ter a vaga de vice em aberto.