A dívida bruta do governo geral chegou a 81,9% do PIB em junho, o equivalente a R$ 10,8 trilhões, segundo as estatísticas fiscais divulgadas nesta sexta-feira (31) pelo Banco Central. O indicador subiu 0,9 ponto percentual em relação a maio, quando estava em 81,1% do PIB.

A dívida líquida do setor público avançou de 67,9% para 68,5% do PIB no mesmo intervalo, o correspondente a R$ 9 trilhões.

Déficit primário cresce R$ 8,2 bilhões em um ano

O setor público consolidado — que reúne União, estados, municípios e estatais — fechou junho com déficit primário de R$ 55,3 bilhões. O resultado é R$ 8,2 bilhões pior que o de junho de 2025, quando o rombo somou R$ 47,1 bilhões.

Pelos números do Banco Central, o Governo Central respondeu pela maior parte do desequilíbrio, com déficit de R$ 47,2 bilhões. Os governos regionais tiveram rombo de R$ 6,6 bilhões e as empresas estatais, de R$ 1,5 bilhão.

No acumulado de 12 meses, o déficit primário chega a R$ 157,2 bilhões, ou 1,19% do PIB. Em maio, esse mesmo acumulado estava em R$ 149 bilhões (1,14% do PIB), conforme as estatísticas anteriores do próprio BC.

Juros consomem R$ 1,16 trilhão em 12 meses

A conta dos juros nominais foi o que mais pesou: R$ 110,7 bilhões só em junho, ante R$ 61 bilhões no mesmo mês de 2025 — quase o dobro. Em 12 meses, os juros somam R$ 1,1605 trilhão, o equivalente a 8,80% do PIB.

Somando o resultado primário e os juros, o déficit nominal de junho ficou em R$ 166 bilhões. No acumulado de 12 meses, o rombo nominal alcança R$ 1,3178 trilhão, ou 9,99% do PIB.