A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de uma caneta emagrecedora Mounjaro falsificada identificada no mercado brasileiro. A decisão está na Resolução RE nº 2.952, de 29 de julho de 2026, publicada no Diário Oficial da União.

Segundo a agência, as canetas da marca Mounjaro que apresentam número de lote D881474 e número de série 302199651396 devem ser apreendidas e "não podem ser distribuídas, vendidas ou utilizadas".

O alerta partiu da própria indústria. A Anvisa informou que a empresa detentora do registro do produto, a Eli Lilly do Brasil Ltda., identificou no mercado um item cujo número de lote é considerado legítimo e existente em sistema, mas cujo número de série foi classificado como incompatível.

O que é o Mounjaro

O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida e é classificado como agonista do receptor GLP-1, a mesma classe das chamadas canetas emagrecedoras.

Não é a primeira vez neste mês que o medicamento entra na mira da fiscalização. Em julho, outra resolução da Anvisa já havia atingido quatro lotes do produto: o 855044, de 10 mg, e os lotes D880403, MJR 257 e D854901, de 15 mg. Naquele caso, as irregularidades incluíam lotes não reconhecidos, dispositivo incompatível, número de série incompatível com o lote e até erro de rotulagem, com a palavra "soluction" impressa no lugar de "solution". A fabricante informou ter identificado produtos "com características divergentes das constantes no medicamento original".

Como se proteger

A Anvisa orienta que a população e os profissionais de saúde só adquiram medicamentos em farmácias devidamente regularizadas, sempre em embalagem completa — ou seja, dentro da caixa — e mediante emissão de nota fiscal.

Em caso de suspeita de falsificação, a recomendação da agência é não utilizar o produto e procurar as empresas detentoras do registro para verificar a autenticidade do item.