A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (26) a Operação Mamon contra fraude em contratos públicos de uma organização da sociedade civil (OSC) com prefeituras. Foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em Pernambuco, na Paraíba e no Paraná, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
Segundo a corporação, a apuração mira contratos da entidade com órgãos públicos municipais, incluindo serviços da área da saúde. A suspeita é de direcionamento nos procedimentos de contratação.
Os mandados foram cumpridos em Caruaru, Bonito, Palmares e Agrestina, em Pernambuco. Também em João Pessoa, na Paraíba, e em Curitiba, no Paraná.
A PF identificou nas contas da entidade um padrão recorrente de grandes saques em espécie, depósitos fracionados e transferências atípicas.
A investigação também aponta o uso de pessoas físicas e jurídicas para esconder o destino de valores recebidos pela entidade. É esse rastro de dinheiro que a perícia agora tenta reconstituir para saber quem lucrou com o esquema.
A corporação não divulgou os nomes dos investigados nem informou qual é a organização por trás dos contratos.
Segundo a PF, o nome Mamon faz referência a um termo bíblico associado a dinheiro, riqueza e ganância.
Não é a primeira operação do tipo neste mês
É a segunda ação de PF e CGU contra fraude em contratos públicos em menos de duas semanas. Em 18 de agosto, as operações Asfalto Vazio e Acordo Maquiado miraram contratos de pavimentação asfáltica na Paraíba.
Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Pocinhos, Cuité e Campina Grande, em contratos que somam mais de R$ 37 milhões. As suspeitas eram de superfaturamento e direcionamento nas licitações.
O que acontece agora
O material apreendido nesta quarta segue em análise pela Polícia Federal e pela CGU, que não informaram prazo para concluir a investigação.


























