A Nvidia registrou lucro líquido de US$ 59,7 bilhões no trimestre encerrado em julho, alta de 126% ante o mesmo período do ano passado, informou a empresa nesta quarta-feira (26). A receita chegou a US$ 96,2 bilhões, com a divisão de Data Center, usada para treinar inteligência artificial, respondendo por 92,5% do total.
Segundo o presidente-executivo Jensen Huang, a inteligência artificial entrou numa nova fase de retorno financeiro direto.
A IA atingiu seu ponto de inflexão. Ela está fazendo um trabalho útil. Seus tokens são produtivos e lucrativos. Agora, computação é receita.
A receita da divisão de Data Center, usada para treinar e rodar modelos de inteligência artificial, somou US$ 89 bilhões, com alta de 18% sobre o trimestre anterior e de 117% em um ano.
O lucro por ação diluído ficou em US$ 2,46, e a margem bruta da empresa chegou a 75%. No trimestre, a Nvidia devolveu cerca de US$ 26 bilhões a acionistas em recompra de ações e dividendos.
Para o próximo trimestre, a empresa projeta receita de US$ 108 bilhões. É a Nvidia dizendo, em números, que a corrida por infraestrutura de inteligência artificial ainda não deu sinal de desacelerar.
Segundo Huang, a Nvidia fechou parcerias com Microsoft, Google Cloud, Oracle e CoreWeave, além de acordos de financiamento com Goldman Sachs, BlackRock e KKR para mobilizar US$ 500 bilhões em infraestrutura de IA.
O que isso tem a ver com o Brasil
O boom de investimento em infraestrutura de IA também chegou ao Brasil. Em agosto, o país fechou acordo com a China para instalar um supercomputador de R$ 1,3 bilhão no Rio de Janeiro, com tecnologia da Huawei.
Nem todo mundo concorda que esse ritmo é sustentável. Analistas de mercado já questionam se a demanda por IA vai se manter no patamar atual depois do ciclo inicial de investimento pesado.
O que acontece agora
O próximo balanço da empresa vai mostrar se a receita projetada de US$ 108 bilhões para o trimestre atual se confirma.


























