Michelle Bolsonaro pediu impeachment de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois que a Corte suspendeu liminarmente atos de campanha de Deltan ao Senado pelo Paraná. A reação veio após decisão que barra propaganda, debates e uso de recursos públicos enquanto o recurso tramita.
Segundo o Poder360, a ex-primeira-dama escreveu: "Força, Deltan. Impeachment de ministro violador de lei já!". Ela não citou o nome do ministro Floriano de Azevedo Marques, mas a manifestação ocorreu depois da liminar assinada por ele contra o candidato do Novo.
A nova reação transforma em disputa política uma decisão já publicada como suspensão da campanha de Deltan. A medida impede atos eleitorais, propaganda no rádio e na TV, debates e uso de recursos dos fundos eleitoral e partidário.
Por que a campanha foi suspensa?
A campanha foi suspensa porque Floriano entendeu, em decisão liminar, que o TRE-PR contrariou jurisprudência do TSE ao liberar o registro de Deltan. Segundo o Poder360, o ministro classificou a decisão regional como ato sem o mínimo respaldo jurídico.
O caso remonta à saída de Deltan do Ministério Público Federal, em novembro de 2021. Em 2023, o TSE entendeu que ele pediu exoneração para evitar possíveis consequências de 15 procedimentos disciplinares. A decisão cassou o mandato de deputado federal eleito em 2022.
Em setembro de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná liberou o registro por 4 votos a 3. O TRE-PR considerou que a situação havia mudado após o arquivamento de procedimentos administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público; Floriano rejeitou esse argumento.
Deltan afirma que vai recorrer.
Segundo o UOL, a defesa criticou a liminar por suposta falta de transparência e questionou a imparcialidade do relator. A decisão ainda não encerra o registro da candidatura; ela paralisa a campanha enquanto o recurso é analisado.
O que muda na disputa do Paraná?
O que muda na disputa do Paraná é o alcance imediato da campanha de um candidato competitivo. Pesquisa RealTime Big Data divulgada pelo UOL nesta segunda-feira (21) mostra Deltan na liderança da corrida por duas vagas ao Senado, antes da palavra final do TSE.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre 11 e 15 de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais e registro PR-00532/2026. A disputa paranaense já tinha sido tratada no portal quando Deltan apareceu na frente na pesquisa.
O episódio também reacende uma sequência de embates de Deltan na Justiça Eleitoral. No início do mês, o candidato teve de explicar vazamento de sigilo de ministro do STF em outro capítulo do registro de candidatura.
O que acontece agora
O que acontece agora é a análise do recurso pelo TSE. Até lá, a liminar mantém Deltan fora dos atos de campanha, dos debates e da propaganda eleitoral gratuita; a reação de Michelle pressiona politicamente o tribunal, mas não altera o rito do processo.

































