A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (17) o empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da PixBet. A prisão ocorreu na praia de Jacumã, em Conde (PB), na 2ª fase da Operação Arena, que investiga lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O mandado de prisão preventiva seria cumprido em Campina Grande (PB), sede da PixBet, casa de apostas que já patrocinou Flamengo e Corinthians. Diomar acabou localizado no litoral sul do estado.
Ernildo Júnior, primo de Diomar e dono da empresa, foi alvo de busca e apreensão, mas não chegou a ser preso.
Ao todo, a 2ª fase da operação cumpriu 5 mandados de busca e apreensão e 1 de prisão preventiva, além de medidas de sequestro de bens.
A 1ª fase, em agosto, já havia cumprido 19 mandados em 5 estados e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens.
Segundo a Polícia Federal, o esquema usava uma empresa de fachada em Curaçao para disfarçar a origem do dinheiro das apostas. Os recursos retornavam ao Brasil como pagamento por serviços que, segundo a investigação, nunca foram prestados.
A PixBet patrocinou o Flamengo até agosto de 2025, quando o clube rescindiu o contrato após reclamar de atrasos nos pagamentos. A previsão de repasse era de R$ 125 milhões por temporada.
O Corinthians também vestiu a marca da PixBet até 2024. Depois do rompimento, a empresa cobrou do clube uma multa de R$ 20 milhões, alegando que o contrato previa exclusividade no segmento de apostas esportivas.
A reportagem da Rede Paraíba procurou as defesas de Diomar, Ernildo Júnior e da PixBet, que não responderam até a publicação.
Não é a única bet sob mira da Justiça
Em agosto, a PF já havia mirado o dono da Betnacional por suspeita de sonegar R$ 5 bilhões em outra operação. O setor de apostas esportivas soma mais de 100 processos abertos pela Receita Federal.
O que acontece agora
O governo ainda hesita em editar uma medida provisória contra as bets, enquanto a Operação Arena segue cruzando dados bancários e de câmbio para mapear todo o esquema.


























