Irã e Estados Unidos avançam em negociações mediadas por Omã para reabrir o Estreito de Ormuz, rota por onde passa um em cada cinco barris de petróleo do mundo, fechada por Teerã em julho. Com a expectativa de acordo, o petróleo caiu nesta semana e a Petrobras cortou 5,6% no preço da gasolina nas refinarias.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Irã, não há negociação direta com o governo americano — as conversas ocorrem com Omã, que já atuava como mediador entre os dois países. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em 3 de agosto que um acordo era "iminente" e, dois dias depois, afirmou que a reabertura do estreito estava "próxima".

Segundo a agência AP, uma das propostas em discussão prevê que os navios entrem no Golfo Pérsico por uma rota controlada pelo Irã e saiam por outra via controlada por Omã. As negociações têm dois eixos paralelos: a reabertura do estreito e o programa nuclear iraniano, em suspenso desde os ataques de fevereiro deste ano, quando Israel e os Estados Unidos atacaram instalações no Irã e o líder supremo Ali Khamenei morreu.

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Com a expectativa de destravamento do fornecimento de petróleo pelo estreito, os preços internacionais caíram: o Brent recuou a US$ 78,47 o barril e o WTI, a US$ 74,73. A Petrobras informou às distribuidoras de combustível que vai reduzir em 5,6% o preço da gasolina nas refinarias, de R$ 3,02 para R$ 2,85 por litro. Segundo a Abicom, os preços domésticos da gasolina ainda estão 2% acima da paridade internacional.

Pelo Estreito de Ormuz passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. O fechamento da rota pelo Irã, em julho, após disparos de aviso contra uma embarcação, havia pressionado os preços globais de combustível mesmo em países que não compram petróleo diretamente da região, caso do Brasil.