A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte determinou nesta quarta-feira (5) que a Polícia Federal investigue possíveis crimes em duas pesquisas que colocaram o candidato ao governo do estado Álvaro Dias em 1º lugar. A decisão, da desembargadora eleitoral Sulamita Pacheco, mira os institutos responsáveis pelos levantamentos — não a campanha do candidato.

Os institutos investigados são a Ipsensus Pesquisas (registro RN-09520/2026) e a Média Inteligência em Pesquisa (registro RN-08092/2026). A pesquisa contestada dava a Álvaro Dias 32,5% das intenções de voto.

O que motivou a suspeita de fraude?

Segundo a decisão, atendida a pedido do procurador regional eleitoral, há indícios de possível fraude e dificuldade de fiscalização depois que a Ipsensus se recusou a dar acesso completo ao sistema interno de verificação e aos dados da pesquisa para os partidos de oposição. A Polícia Federal vai apurar suspeita de divulgação de pesquisa fraudulenta, falsidade ideológica eleitoral e embaraço à fiscalização por parte dos partidos.

Álvaro Dias é investigado?

Não. A investigação mira os institutos de pesquisa e seus representantes, identificados até agora apenas como Augusto e Thales. Nem Álvaro Dias nem sua campanha constam como alvos diretos da apuração determinada pelo TRE-RN.