O Ideb 2025, divulgado nesta quinta-feira (6), mostra que a rede pública brasileira avançou nos anos iniciais do fundamental, saindo de 5,7 para 6,1 e superando a meta pela primeira vez. Nas demais etapas, o avanço da rede pública foi mais discreto, e o país segue atrás da rede privada, que superou as metas em todas as fases.

Quais estados tiveram os melhores resultados?

O Paraná teve o maior Ideb da rede pública nas três etapas avaliadas — anos iniciais, anos finais e ensino médio — e também o melhor indicador de aprendizagem do país. Nos anos finais do fundamental, a maioria dos estados melhorou ao menos 0,1 ponto, com exceção de Rondônia, que não teve evolução, e Tocantins, que caiu 0,1 ponto; de modo geral, essa etapa foi de 4,7 para 5,0. Já o ensino médio público teve o avanço mais discreto, de 4,1 para 4,3 — o maior índice desde 2005, mas ainda distante da meta de 5,2. Rio Grande do Sul, Piauí, Alagoas e Minas Gerais tiveram recuperação consistente tanto no fluxo escolar quanto nas notas do Saeb; o Rio Grande do Sul saltou de 3,9 para 4,7 nos anos finais, com ganhos de proficiência em matemática e português.

Por que a rede pública ainda fica atrás da privada?

A rede privada superou as metas em todas as etapas avaliadas, enquanto a rede pública — responsável por 79,9% das matrículas da educação básica do país — atingiu o objetivo apenas nos anos iniciais do fundamental. Especialistas ouvidos pela reportagem defendem que a reprovação indiscriminada aumenta o risco de abandono escolar, e que o caminho mais eficaz é reforçar sistemas de recuperação de aprendizagem, para que o aluno progrida sem lacunas no conhecimento. Como resume a reportagem, não basta passar o aluno de ano: é preciso garantir que ele esteja aprendendo.