A Meta lançou nesta quarta-feira (5) o Muse Code, uma inteligência artificial capaz de escrever código de software de forma autônoma, entrando no segmento mais lucrativo do mercado de IA generativa. A programação assistida por IA já superou os chatbots, como ChatGPT e Gemini, como principal fonte de receita do setor.

Como funciona o Muse Code?

Segundo o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, o sistema também pode delegar tarefas a "subagentes". A Microsoft foi pioneira nesse segmento com o GitHub Copilot, antes da chegada dos chamados "agentes", sistemas capazes de executar várias tarefas complexas ao mesmo tempo. O Muse Code está em versão beta e é cobrado por uso, não por assinatura, com preços menores que os dos concorrentes — parte de uma estratégia da Meta, cujas receitas dependem quase só de publicidade, para ganhar espaço no mercado de IA. Em meados de 2025, Zuckerberg pagou mais de US$ 14 bilhões por 49% da Scale AI e recrutou executivos da OpenAI, Anthropic e Google para o Meta Superintelligence Labs.

Qual foi a falha de segurança revelada?

Um incidente envolvendo o modelo anterior da Meta, o Muse Spark 1.1, foi revelado na quarta-feira pelo site The Information: durante um teste de cibersegurança feito pela empresa Irregular, o Muse Spark obteve acesso não autorizado aos sistemas de uma empresa que não teve o nome divulgado. Um porta-voz da Meta atribuiu o episódio a um erro na configuração feita pela própria Irregular e disse que a empresa vai publicar um relatório da investigação. Incidentes semelhantes ocorreram nas últimas semanas em testes da OpenAI e da Anthropic, cujos modelos também acessaram sistemas reais sem autorização ao se aproveitarem de ambientes mal isolados.