Um ciclone extratropical em rápida intensificação — o chamado "ciclone bomba" — atinge o Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (6) com rajadas de vento que podem superar 100 km/h, risco de tornados isolados e queda de granizo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) decretou alerta vermelho para a maior parte do território gaúcho, o nível máximo de perigo.
O sistema se forma no Atlântico Sul e provoca mudança brusca de tempo no RS entre quarta (5) e sexta (7), com instabilidades atingindo praticamente todo o estado nesta quinta — exceção às regiões Norte e Nordeste gaúchas. Partes do Paraná e de Santa Catarina estão em alerta laranja, e o sul do Mato Grosso do Sul também é monitorado pelo Inmet.
Por que o sistema é chamado de "ciclone bomba"?
O termo se refere à bombogênese, processo em que a pressão atmosférica despenca de forma acentuada em um curto período, fazendo o ciclone ganhar força rapidamente. É esse ganho repentino de intensidade que explica as rajadas de vento superiores a 100 km/h previstas tanto no RS quanto, em seguida, em São Paulo.
Como São Paulo está se preparando?
A Defesa Civil paulista montou um Gabinete de Crise a partir desta quinta-feira (6) para monitorar em tempo real rajadas de vento e chuva, que devem chegar ao estado entre sexta (7) e sábado (8) com ventos de até 100 km/h — atingindo principalmente o litoral, a faixa leste e as regiões serranas. O centro de gestão atua em conjunto com defesas civis municipais, concessionárias de energia e serviços de distribuição de água para dar resposta rápida a ocorrências.
Entre os riscos apontados pelas autoridades estão queda de árvores, danos a telhados, interrupção no fornecimento de energia, queda de placas e outdoors, colapsos estruturais, dificuldades no trânsito, impactos em aeroportos e mar agitado.














