A Anvisa proibiu a venda do "Ozempic Natural" e de outros quatro produtos nesta semana, por resolução publicada em 4 de agosto. O emagrecedor imita o nome do medicamento Ozempic, mas não tem registro nem qualquer relação com o fabricante original. Também caíram dois suplementos e um lote falsificado do hormônio Nebido.

Segundo a Anvisa, o "Ozempic Natural" foi fabricado por Nelson Aparecido Granzioli e vendido sem registro, notificação ou cadastro na agência. O nome do produto remete ao medicamento injetável Ozempic (semaglutida), usado mundialmente no tratamento de diabetes e para emagrecimento, mas não tem qualquer relação com o fabricante oficial, a Novo Nordisk, nem comprovação científica dos ingredientes que usa. Pela mesma resolução — RE nº 3.055, de 4 de agosto —, a Anvisa também proibiu os emagrecedores "Slim Turbo Premium" e "Slim CPS Dourado Gold", igualmente comercializados sem registro.

Quais outros produtos foram proibidos?

A resolução também mirou um lote específico (KT0S5T4) do medicamento hormonal Nebido: o fabricante Grünenthal não reconheceu o lote como seu, e a Anvisa encontrou divergências no padrão de impressão dos dados variáveis da embalagem, indício de falsificação. Produtos à base de cannabis da fabricante Acanne também foram proibidos, por operar sem autorização válida.

O que fazer com o produto em casa?

A Anvisa determina a suspensão preventiva da comercialização e a apreensão de todas as unidades encontradas no mercado, além de vetar a divulgação desses itens por qualquer veículo de comunicação. Quem tiver algum desses produtos em casa deve interromper o uso imediatamente, já que a segurança e a eficácia deles nunca foram testadas ou aprovadas pela agência — medicamentos falsificados ou sem registro podem não conter o princípio ativo declarado, trazer substâncias tóxicas ou concentrações fora de controle, com risco de efeitos colaterais graves.