A modelo Marcella Kozinski, de 26 anos, foi coroada Miss Universe Brasil 2026 na noite deste sábado (25), no Komplexo Tempo, em São Paulo. Natural de Curitiba, ela disputou o título representando a Ilha do Mel, no litoral do Paraná, e superou outras 30 candidatas ao longo de uma final que afunilou o grupo em top 20, top 12, top 6 e, por fim, as três finalistas.

A vitória tem um componente inédito: até edições recentes, o concurso só aceitava candidatas inscritas por estados e pelo Distrito Federal. Com a abertura para destinos turísticos, a faixa da Ilha do Mel se tornou a primeira representação desse tipo a chegar ao topo da disputa nacional.

A coroa, batizada de Yby Marã – Terra Sagrada, foi entregue por Maria Gabriela Lacerda, vencedora da edição de 2025. O júri reuniu, entre outros nomes, as apresentadoras Adriane Galisteu e Vera Viel e a modelo Isabella Menin, Miss Grand International 2023.

A resposta que definiu a coroa

O momento decisivo foi a tradicional rodada de perguntas. Questionada sobre um dos maiores desafios enfrentados pelas mulheres contemporâneas no campo da representatividade, Marcella teve 30 segundos para responder e defendeu a autenticidade como caminho.

"Ser autêntica sempre vai ser o melhor caminho. Quando inspiramos autenticidade, quando somos nós mesmos, nós inspiramos outras pessoas a trabalharem com a sua verdade também", disse a modelo, que já tinha experiência anterior em concursos de beleza.

O segundo lugar ficou com Flávia Klemz, do Espírito Santo, e o terceiro com Jaqueline Ciocci, que representava a Chapada Diamantina, na Bahia. Minas Gerais teve representação na disputa — a empresária Laíssa Ferreira, de 25 anos, criada em Varjão de Minas, levou a faixa mineira —, mas o estado não chegou ao pódio nesta edição.

Próximo passo é Porto Rico

Agora Marcella entra na fase de preparação para o Miss Universo 2026, marcado para 24 de novembro, em Porto Rico. O Brasil busca a terceira coroa universal de sua história — as duas conquistas anteriores foram de Ieda Maria Vargas, em 1963, e Martha Vasconcellos, em 1968.

O concurso nacional vem passando por reformulações nos últimos anos, com mudanças nos critérios de inscrição e maior peso para a etapa de entrevistas, movimento que acompanha a virada do formato internacional em direção a um perfil de candidata com discurso público próprio.