O atacante Arthur Cabral, do Botafogo, se tornou neste domingo (16) o primeiro jogador expulso no Campeonato Brasileiro pela chamada "Lei Vini Jr". A expulsão aconteceu depois do apito final da vitória do Vitória por 1 a 0, no Barradão.

Nos acréscimos do segundo tempo, o zagueiro Santi Rodríguez, do Botafogo, mandou a bola para fora em um lançamento. O técnico do Vitória, Jair Ventura, reagiu de forma irônica, fingindo cabecear a bola. Arthur Cabral reclamou ainda em campo.

Depois do apito final, o atacante voltou a procurar Ventura para cobrar respeito. Durante a discussão, colocou a mão na boca enquanto falava, e o árbitro mostrou o cartão vermelho por causa do gesto.

Com a expulsão, Arthur Cabral desfalca o Botafogo no confronto com o Corinthians, na 24ª rodada do Brasileirão.

O que diz a regra e de onde ela veio

A Lei Vini Jr prevê expulsão direta para jogadores que cobrem a boca com a mão durante discussão com adversário ou árbitro. A medida foi incorporada à Regra 12 do futebol após a Copa do Mundo de 2026.

O nome informal da regra vem de um episódio da Champions League, em jogo entre Benfica e Real Madrid: o argentino Gianluca Prestianni cobriu a boca enquanto discutia com Vini Jr, que denunciou ter sido chamado de "macaco".

O objetivo da regra é impedir que o gesto esconda xingamentos e insultos raciais, facilitando a leitura labial por câmeras e a revisão do VAR.

A Lei Vini Jr foi aprovada pela IFAB (International Football Association Board) em abril de 2026 e passou a valer globalmente na Copa do Mundo do mesmo ano.

Antes do caso de Arthur Cabral, ela já havia expulsado dois jogadores no Mundial: o paraguaio Miguel Almirón e o equatoriano Hincapié.

A UEFA optou por não aplicar a expulsão automática por cobrir a boca nas competições de clubes que organiza.