O Ibovespa fechou nesta sexta-feira (14) em queda pela nona sessão seguida, a 166.934,20 pontos, recuo de 0,10% no dia. É a maior sequência de perdas da bolsa brasileira desde agosto de 2023. O dólar subiu 0,58% e fechou a R$ 5,2186, depois de chegar a R$ 5,245 durante o pregão, segundo o InfoMoney e a ISTOÉ Dinheiro.
Na semana, o índice acumulou perda de 3,27%.
Nas nove sessões negativas seguidas, a queda soma 6,25%.
Segundo o InfoMoney, o volume negociado na sexta-feira somou R$ 27 bilhões, com o Ibovespa oscilando entre a mínima de 164.835,38 pontos e a máxima de 167.099,46 pontos ao longo do pregão.
A queda é puxada pela preocupação com os juros elevados, que pesam sobre a atividade econômica, e por incertezas sobre a situação fiscal do país, aponta o InfoMoney.
A CNN Brasil soma a esse cenário o ambiente eleitoral e as tensões geopolíticas, que aumentaram a cautela dos investidores.
Dados da B3 mostram saída líquida de R$ 13,56 bilhões em capital estrangeiro da bolsa em agosto até o dia 12, depois de um saldo positivo em julho.
Por que a sequência é a pior em três anos
A última vez que o Ibovespa emendou uma sequência de perdas maior foi entre 1º e 17 de agosto de 2023, quando a bolsa fechou no vermelho por 13 pregões consecutivos, segundo o InfoMoney.
De lá para cá, nenhuma sequência havia chegado a nove dias seguidos de queda.
Entre as ações, o destaque positivo foi a Minerva, com alta de 5,3%. A Hapvida subiu 5,0%, o Itaú Unibanco avançou 1,8% e o Banco do Brasil, 0,9%.
Do lado das perdas, a 3tentos caiu 10,1%, a maior queda do pregão, de acordo com o Rio Times Online.
O mercado também acompanha o início do processo de reciprocidade que o governo brasileiro abriu contra as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos nacionais, informou a CNN Brasil.
O que isso significa para quem investe
Apesar da sequência negativa, o Ibovespa ainda acumula alta de 3,57% no ano e de 22,4% em 12 meses, segundo o Rio Times Online.
O índice está 16% abaixo do recorde histórico atingido em abril deste ano.
Até quando dura a saída de capital estrangeiro
Nove pregões seguidos de perdas são a pior sequência da bolsa brasileira em três anos.
Ainda assim, o Ibovespa segue no positivo em 2026, com alta de 3,57% no ano. A dúvida que fica é se a saída de capital estrangeiro, que somou R$ 13,56 bilhões só em agosto, continua na semana que vem.














