Belo Horizonte registrou 141 homicídios consumados entre janeiro e junho de 2026, um aumento de 9,3% frente aos 129 casos do mesmo período de 2025, segundo balanço da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) divulgado nesta segunda-feira (27). As tentativas de homicídio também cresceram, passando de 147 para 153 registros, alta de 4%.
O levantamento, baseado no Sistema Integrado de Defesa Social (Reds), mostra que a arma de fogo foi o meio mais usado nos homicídios da capital, com 105 ocorrências, seguida por arma branca, com 21 registros. O avanço dos homicídios em BH contrasta com o comportamento do restante de Minas Gerais no mesmo período, segundo a Sejusp-MG.
Crimes violentos em queda
Apesar da alta nos homicídios, o total de crimes violentos registrados em Belo Horizonte caiu 23,3% no semestre, de 3.788 para 2.903 ocorrências. O principal fator da queda foi a redução de 31,6% nos roubos consumados. Já os casos de estupro consumado subiram 16,4% e as tentativas de feminicídio, 15,3%.
Por bairro, o Centro concentrou o maior número de crimes violentos (228 ocorrências), seguido por Santa Efigênia (50) e Floresta e Savassi (46 cada). Entre as regionais administrativas, a Centro-Sul lidera com 658 registros, à frente de Nordeste (371) e Noroeste (352).
Os números do semestre seguem uma tendência já identificada em maio pelo Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública: BH teve a maior alta proporcional entre as capitais brasileiras na taxa estimada de homicídios de 2023 para 2024, subindo de 17,6 para 28 casos por 100 mil habitantes.
















