O Conselho Curador do FGTS aprovou por unanimidade, na terça-feira (28), a distribuição de R$ 13,04 bilhões do lucro do fundo a cerca de 138,2 milhões de cotistas. O valor corresponde a 89% do lucro registrado pelo fundo em 2025, de R$ 14,655 bilhões — alta de 7,7% em relação ao ano anterior.
Com o repasse, a rentabilidade das contas do FGTS em 2025 sobe para cerca de 6,9%, percentual acima da inflação oficial do período: o IPCA fechou o ano em 4,26%.
Quem recebe e quanto
Têm direito ao crédito os trabalhadores que tinham saldo em contas ativas ou inativas do FGTS em 31 de dezembro de 2025. A divisão é proporcional: quanto maior o saldo naquela data, maior o valor a receber.
Para estimar o próprio crédito, basta multiplicar o saldo registrado em 31 de dezembro de 2025 pelo índice 0,01868341. O depósito deve ser feito até 31 de agosto, conforme prevê a legislação.
O dinheiro é incorporado ao saldo da conta e passa a seguir as mesmas regras de movimentação do FGTS — ou seja, não pode ser sacado de imediato. A liberação só ocorre nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra de imóvel ou outras hipóteses autorizadas.
Por que não foram 90%
Os representantes dos trabalhadores no conselho defendiam a distribuição de 90% do lucro, mas o Ministério do Trabalho priorizou a manutenção de reservas do fundo. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que "é preciso ter equilíbrio nessa distribuição para ir criando um colchão" para períodos de inflação alta.














