O governo federal prorrogou até 31 de agosto o prazo de adesão ao Desenrola Brasil 2.0, programa que permite ao consumidor renegociar dívidas com instituições financeiras. O anúncio foi feito nesta terça-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Pelas regras anteriores, a adesão se encerraria na próxima segunda-feira (3 de agosto) — cerca de 30 dias a menos.
A prorrogação será formalizada por ato normativo do Ministério da Fazenda, que deve ser publicado até esta sexta-feira (31). A nova data-limite não é arbitrária: 31 de agosto é o fim da vigência da medida provisória que rege a iniciativa. "Nós vamos prorrogar o programa Desenrola até o fim da vigência da medida provisória, que acontece no dia 31 de agosto", disse Durigan.
Sem mudanças nas regras
Segundo o ministro, as condições permanecem inalteradas: não haverá novas restrições nem alterações no funcionamento do programa, e a extensão não exigirá novos aportes públicos ao Fundo Garantidor de Operações (FGO). "Os recursos que foram mobilizados, eles são suficientes" para os 30 dias adicionais, afirmou.
Durigan justificou a decisão pela fila de interessados. "A gente tem aí um último mês para aquelas pessoas que tentam e estão na fila para renegociar suas dívidas com os bancos", declarou. O prazo original de adesão ao programa era de 90 dias.
O balanço até agora
De acordo com os números apresentados pelo governo, o programa já alcançou mais de 9 milhões de famílias. Cerca de 5 milhões de pessoas foram retiradas automaticamente das listas de negativados, mais de 2 milhões renegociaram com pagamento à vista e 1,6 milhão optou pelo parcelamento. A movimentação de crédito chegou a R$ 44,7 bilhões em menos de três meses. Com o mês adicional, o governo espera atingir a marca de 10 milhões de beneficiados.
A medida provisória do Novo Desenrola Brasil foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto em 4 de maio deste ano.














