A cidade de Botumirim, no Alto Jequitinhonha, recebe entre esta terça-feira (28) e 1º de agosto a 41ª edição do Festivale — Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha —, com programação gratuita dedicada à resistência e ao protagonismo das mulheres da região. O festival é realizado pelo Instituto Sociocultural Bruta Flor, pela Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha (Fecaje) e pela Prefeitura de Botumirim, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo.

Criado em 1980, o Festivale já passou por 26 cidades mineiras e por Belmonte, na Bahia, ao longo de 40 edições anteriores — a mais recente delas em Diamantina. A expectativa da organização é reunir cerca de 3 mil pessoas circulando por dia durante os cinco dias de programação, das 8h às 2h da madrugada.

Cinco mulheres homenageadas

A edição deste ano homenageia cinco mulheres ligadas à cultura popular do vale: a tecelã Marlice Machado, de Roça Grande (distrito de Berilo), que dá nome à Feira de Artesanato; a cantora e compositora Déa Trancoso, de Almenara, homenageada no Festival de Música; a mestra de Folia de Reis Jovença Pereira Costa; a atriz e diretora teatral Cristina Gonçalves; e, in memoriam, a poetisa Vilma Baracho, lembrada na Noite Literária.

Shows, oficinas e encontros inéditos

A programação inclui apresentações musicais e corais, oficinas de artes plásticas, teatro, dança afro, técnica vocal e percussão, feiras de artesanato e livros, além de duas novidades: o 1º Encontro de Mestres do Jequitinhonha e o 1º Encontro de Bois. O festival também prevê a tradicional Bênção das Águas, às margens do Rio do Peixe, e um encerramento com show de Saulo Laranjeira no sábado.