A BYD Shark, picape híbrida plug-in lançada no Brasil em outubro de 2024 por R$ 379.800, acumula uma forte desvalorização: na Tabela FIPE de julho de 2026, o modelo aparece avaliado em torno de R$ 277,5 mil — R$ 277.541 em um dos levantamentos publicados nesta semana e R$ 277.800 em outro.
A diferença para o preço de estreia é de aproximadamente R$ 102 mil, o equivalente a cerca de 27% de desvalorização em menos de dois anos.
Preço de tabela caiu e há oferta para o produtor rural
O recuo não ficou só na FIPE. O preço público de varejo da picape hoje é de R$ 344.990 — já abaixo do valor de lançamento. Para produtores rurais com CNPJ, o modelo vem sendo oferecido por R$ 313.941.
Do lado das vendas, os levantamentos apontam 373 emplacamentos da Shark em 2026, conforme dados da Fenabrave — número que sustenta a avaliação, feita pelas publicações especializadas que divulgaram o levantamento, de que o modelo não emplacou no mercado brasileiro desde a chegada.
O que explica a queda
Segundo as análises publicadas, a desvalorização acompanha um movimento visto em parte do segmento de veículos eletrificados. Pesam a forte concorrência, a chegada contínua de novos modelos e a política agressiva de preços adotada por algumas fabricantes — fatores que pressionam os valores de revenda.
No papel, a ficha técnica é robusta para o segmento de picapes médias: um motor 1.5 turbo a gasolina, de 183 cv, somado a dois motores elétricos e tração integral, com autonomia elétrica de até 57 km e consumo combinado de 24,6 km/l pelo Inmetro. A picape tem 5,45 m de comprimento, 1,97 m de largura e 3,26 m de entre-eixos, e acelera de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos.












