O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não compareceu ao depoimento marcado para as 14h desta terça-feira (28) na Polícia Federal, no inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Lula. Por estar na condição de investigado, e não de testemunha, o senador não é obrigado a depor. Seus advogados entregaram à PF uma manifestação escrita pedindo que o documento substituísse o depoimento pessoal. O delegado Antônio Carlos Knoll informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que Flávio foi devidamente notificado, mas optou pela defesa por escrito.
Diante da ausência, Moraes deu um prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre o caso.
O que motivou o inquérito
A investigação tem origem em uma publicação feita por Flávio Bolsonaro em 3 de janeiro deste ano na rede social X, logo após a prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Na ocasião, ele escreveu: "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas". Segundo a Polícia Federal, a publicação associava a imagem do presidente Lula à do ex-presidente venezuelano, preso por envolvimento com tráfico de drogas. A PF concluiu o inquérito em junho apontando que o senador cometeu calúnia contra Lula.
Defesa nega calúnia
Na manifestação escrita, a defesa de Flávio argumenta que o nome do presidente Lula não aparece na segunda oração da publicação, e por isso não haveria calúnia direta. Moraes já havia rejeitado, em decisão anterior, um pedido da defesa para adiar o depoimento, por não haver comprovação de impossibilidade de comparecimento.














