Um guarda civil metropolitano de São Paulo foi preso em flagrante, suspeito de tentativa de homicídio, após um disparo que atingiu um motoboy de 22 anos durante uma discussão de trânsito na Zona Norte. O caso ocorreu por volta do meio-dia de segunda-feira (21), no Jardim das Laranjeiras. O guarda nega o crime e alega legítima defesa.
Segundo o g1, o GCM Uildson Carmo de Moraes, de 51 anos, estava de folga. O motoboy fazia entregas, foi atingido na perna, passou por cirurgia e permanecia internado nesta terça-feira (22).
O vídeo gravado pelo próprio motoboy virou peça central do flagrante. Nas imagens exibidas pelo Bom Dia SP, ele diz: “Você atirou em mim. É capaz que eu nunca mais ande”. O guarda responde: “Agora já era, já foi”.
À polícia, Uildson afirmou que seguia para o trabalho e acreditou que poderia ser vítima de roubo. Ele disse que o motociclista o seguiu, fez movimentos em zigue-zague, teria feito ameaças e levado a mão à cintura. O GCM alegou legítima defesa.
O motoboy apresentou outra versão. Ele disse que o motorista quase bateu em sua moto em um cruzamento e que a discussão começou por causa da manobra. Segundo ele, o guarda apontou a arma e disparou quando acelerou para se afastar.
A delegada do flagrante registrou que o vídeo mostra o carro parando ao lado da motocicleta e o disparo quando a vítima já estava em movimento, de acordo com o g1. As versões divergem, mas ambas apontam uma discussão de trânsito como origem do episódio.
A cautela jurídica importa aqui: prisão em flagrante não é condenação. A autoridade policial apontou, naquele momento, que não havia elementos de agressão física ou ameaça concreta capazes de justificar o uso da arma, mas o caso ainda será apurado e o guarda responde com presunção de inocência e direito de defesa.
Por que o caso acende alerta?
O caso acende alerta porque não é o primeiro episódio recente envolvendo agente da GCM e disparo em briga ou abordagem de trânsito. Em julho, a CNN Brasil noticiou motociclista de 22 anos baleado por guarda de folga no ABC Paulista.
Em abril, a Folha informou que outro agente da GCM foi preso em flagrante depois de atirar e matar um entregador em Moema.
Os casos não são iguais e cada um segue apuração própria.
Eles mostram que o uso de arma por agentes fora de serviço virou ponto sensível.
O que acontece agora
O que acontece agora é a apuração da Polícia Civil sobre a dinâmica do disparo, a análise do vídeo e a checagem das duas versões. O motoboy seguia internado após cirurgia, enquanto o GCM preso em flagrante deve responder ao procedimento com direito de defesa.





























