O Brasil conquistou oito medalhas na WorldSkills Shanghai 2026, considerada a maior competição de educação profissional do mundo, encerrada neste domingo (27/9) na China. Foram duas pratas e seis bronzes, e o país fechou em 2º lugar geral, atrás só da China anfitriã.
As duas medalhas de prata ficaram com Myllena Vitória de Arruda Nogueira, na categoria Tecnologia da Moda, e com a dupla Alexandre Isaque Almeida Rodrigues e Bruno Gabriel Soares de Oliveira, na Integração de Sistemas Robóticos.
Os bronzes vieram de Alisson Gabriel Genova de Oliveira (Fresagem CNC), Guilherme Rodrigues Lunardi (Sistemas Drywall e Estucagem) e da dupla Gustavo Gabriel Dutra Alves e Artur Barud (Robótica Autônoma).
Completam a lista as duplas Gustavo Vitor Martins Pereira de Sousa e João Victor Caliaro Fonseca (Indústria 4.0), além de Rafael Seikiti Nishihara Candido (Design Industrial) e Kevin Gabriel Gonçalves Silva (Energias Renováveis).
Além dos seis pódios, o Brasil recebeu 29 medalhas de excelência, dadas a quem teve nota acima da média sem subir ao pódio. A WorldSkills Shanghai reuniu 1,4 mil competidores de 70 países, em provas de 64 ocupações entre 22 e 27 de setembro.
Como foi a maior delegação da história do país
A delegação brasileira teve 71 jovens, de 18 a 24 anos, selecionados em processo nacional e preparados pelo Senai e pelo Senac ao longo de 223 dias de treinamento até a abertura da competição.
É a maior comitiva que o país já levou à WorldSkills, acompanhada por 66 experts das duas instituições. A preparação já vinha sendo acompanhada desde julho, quando um estudante mineiro se preparava para representar o país na competição.
Segundo o Senai, cerca de 76% dos competidores vieram da rede pública, e 66% entraram nos cursos técnicos pelo regime de gratuidade da instituição. Quase oito em cada dez integrantes da equipe passaram pela escola pública antes do pódio mundial.
Entre os nomes da preparação estão Brenda Gomes, do Senai Barueri (SP), em Design Gráfico, e Rafael Alves Scotti, do Senac Rio de Janeiro, na ocupação inédita de Prótese Dentária.
Não é a primeira vez que um brasileiro sobe ao pódio numa competição técnica na China neste ano. Em setembro, um projeto de Varginha já havia sido a única medalha do Brasil em um torneio de inteligência artificial disputado no país.
O que acontece agora
O resultado deste domingo eleva o total do Brasil para 138 medalhas em toda a participação na WorldSkills, que acontece a cada dois anos. A próxima edição será em 2028, em Aichi, no Japão, reunindo dezenas de países nas ocupações técnicas mais avançadas do mercado.
O Senai e o Senac já preparam o próximo processo seletivo nacional.
No mesmo fim de semana, outra jovem brasileira repercutia lá fora, com uma aluna de Manaus aceita em Columbia com um algoritmo contra o câncer.




























