Ações de varejo e de aluguel de veículos dispararam na B3 na segunda-feira (5), um dia após o 1º turno da eleição presidencial. A Magazine Luiza (MGLU3) subiu 24,18%, a maior alta entre as principais, seguida por Vamos (21,31%) e Localiza (20,68%).
Cyrela, Cosan, Assaí, Lojas Renner, Smart Fit, MRV, Hapvida e Azzas também fecharam o pregão com alta acima de 10%.
Por que as ações subiram tanto
O movimento aconteceu porque o mercado vê Flávio Bolsonaro, que liderou o 1º turno com 47,03% dos votos contra 45,16% de Lula, como mais propenso a priorizar o ajuste das contas públicas.
Essa leitura alimentou a expectativa de corte de 25 a 50 pontos-base na Selic pelo Banco Central em novembro.
O JPMorgan calculou que uma queda de 100 pontos-base na Selic aumentaria em cerca de 10% o lucro projetado do Magalu para 2028, e em cerca de 5% o do Assaí.
O banco elevou a recomendação do Brasil de neutra para compra (overweight) e vê potencial de alta adicional de 12% a 20%. "Esse potencial de alta é melhor do que o que qualquer outro mercado da América Latina pode oferecer", afirmou o JPMorgan.
No mesmo pregão, o Ibovespa já vinha de recorde na véspera e superou os 207 mil pontos, com alta de mais de 8%. O dólar caiu quase 5%, para cerca de R$ 4,96.
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O que pode travar essa alta
Analistas alertam que os ganhos de um único pregão não garantem uma tendência: é comum haver realização de lucros, quando investidores vendem parte das posições logo após a valorização.
O resultado ainda é incerto, já que o 2º turno só acontece em 25 de outubro, e incertezas políticas e fiscais persistem. A reação seguinte do mercado vai depender das expectativas sobre a política econômica do próximo governo.
Não é a primeira vez que o Magalu dispara dois dígitos em uma semana: em setembro, a ação já havia subido 25% após uma parceria com o Mercado Livre.





























