As buscas pelo termo "como morar fora do Brasil" subiram 40% no Google entre a noite de domingo (4) e a madrugada de segunda-feira (5), horas depois de Flávio Bolsonaro terminar o 1º turno à frente de Lula. O dado é do Google Trends.
Distrito Federal, Espírito Santo, Sergipe, Piauí e Pernambuco foram os estados com mais pesquisas pelo termo. Também cresceram buscas como "lugares para morar fora do Brasil" e "qual é o melhor país para morar".
Isso é um fenômeno novo?
Não. O pico de interesse por emigração após resultado eleitoral apertado é recorrente no Brasil, independentemente de quem vence. A diferença de hoje é só o lado que pesquisa: em 2018 e em 2022, o mesmo tipo de busca também disparou, em direções políticas opostas.
O movimento convive com um dado de longo prazo: o número de brasileiros registrados para votar no exterior vem crescendo eleição após eleição, em ritmo bem mais consistente que qualquer pico de busca isolado.

O que os números de longo prazo mostram?
Em 2018, eram 500.727 brasileiros registrados para votar fora do país. Em 2022, o total saltou para 697.078, alta de quase 40%. Para 2026, a estimativa passa de 900 mil eleitores aptos no exterior, novo recorde da série.
O resultado desses eleitores também já é notícia nesta eleição. Lula venceu com 100% dos votos na Líbia e no Haiti, enquanto Flávio Bolsonaro levou a melhor em sete países da América do Sul.
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Na Ásia, por sua vez, Lula venceu no continente, mas Flávio liderou especificamente no Japão, mostrando que o voto de fora do país está longe de ser uniforme.
O ponto em aberto
Não há, nas fontes consultadas, dado que mostre se esses picos de busca se transformam em mudança de país de fato.
O que fica mensurável, eleição após eleição, é o crescimento real do eleitorado brasileiro fora do país — esse sim consistente nas últimas três disputas presidenciais, bem diferente da curva de um pico de busca que sobe e desce em 24 horas.





























