O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou o CTVacinas da UFMG neste sábado (10) e assinou acordo de R$ 5 milhões para terapia gênica da hemofilia A e B. Na visita, também comentou os testes da vacina brasileira contra a malária.
Segundo o ministro, a malária segue sendo um problema no Brasil e no mundo, agravado pelas mudanças climáticas, que levam a doença a áreas antes não afetadas. Para ele, produzir vacina em território nacional é uma questão de soberania tecnológica e sanitária.
O que diz a assinatura de hoje?
O acordo de R$ 5 milhões financia pesquisa de terapia gênica para hemofilia A e B, doenças hereditárias que impedem o sangue de coagular direito. O valor é separado dos recursos já destinados à vacina contra a malária.
O Ministério da Saúde já havia confirmado R$ 12 milhões para as três fases de testes clínicos da Vivaxin, vacina 100% brasileira aprovada pela Anvisa em 6 de outubro.
A fase 1 reúne 48 voluntários saudáveis, entre 18 e 59 anos, acompanhados por 360 dias no Hospital das Clínicas da UFMG.
Padilha citou queda de 60% nos casos de malária entre o povo Yanomami, onde o SUS ampliou consultas e exames nos últimos meses.
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O país já é o 1º do mundo a incorporar a tafenoquina, remédio que reduz recaídas da doença, ao SUS.
A meta do governo é eliminar a transmissão local da malária no país até 2035, mas a vacina sozinha não chega lá: ela reforça um tratamento que o Brasil já aplica.
O que acontece agora
As próximas fases de teste da Vivaxin vão avaliar a eficácia da vacina, não só a segurança. Elas podem levar de 5 a 7 anos para serem concluídas.





























