O Brasil tinha 3,6 milhões de registros biométricos faciais associados a tentativas de fraude de identidade em setembro, segundo levantamento da empresa de biometria CertiFace. O volume total cresceu 20% desde maio, quando a mesma empresa havia feito a medição anterior.
O número não representa necessariamente pessoas diferentes, já que a mesma face pode gerar mais de um registro suspeito. Mesmo assim, a escala é grande: a CertiFace calcula cerca de 5 mil novos registros por dia, 200 por hora, três por minuto.
O levantamento usou uma base de 140 milhões de faces monitoradas pelas soluções da empresa. A CertiFace afirma que o resultado real pode ser maior, porque o número considera só tentativas identificadas dentro desse universo monitorado.
Como funciona a fraude?
As tentativas miram principalmente aplicativos de instituições financeiras, usadas para abrir contas falsas ou contratar serviços em nome de terceiros. A técnica combina rostos reais com imagens manipuladas por inteligência artificial.
Segundo o CEO da CertiFace, Dilson de Sá, o sistema funciona em rede entre clientes da empresa.
"Um rosto sinalizado por uma instituição deixa de ser novidade para as demais", disse Dilson de Sá.
Na prática, quando um rosto é identificado como suspeito por um banco ou uma fintech que usa o sistema, o alerta vale também para as demais empresas monitoradas pela mesma ferramenta.
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O uso de imagens geradas por IA para enganar biometria já havia aparecido em setembro, no golpe do sósia, que tentava burlar o reconhecimento facial de bancos com rostos sintéticos gerados por inteligência artificial.
O problema não é novo: em junho, outro levantamento já apontava que os golpes de identidade ameaçavam quase R$ 2 bilhões no país.
O que acontece agora
A CertiFace não informou se vai divulgar novos números antes do próximo levantamento. O debate sobre fraude digital também aparece em outras frentes, como no caso que reabriu a discussão sobre o golpe do Pix no Brasil.





























