Trabalhar muitas horas sentado sobrecarrega pescoço, ombros e lombar, e o pilates pode ajudar a aliviar essa tensão para quem passa o dia no escritório ou atrás de uma tela. A fisioterapeuta Jessica Alves explica que a prática combina mobilidade, força e consciência corporal.
Não é simplesmente sobre tentar soltar uma região, mas ajudar a pessoa a entender melhor como o próprio corpo está se movimentando e percebendo as cargas.
Segundo Jessica Alves, os exercícios melhoram a mobilidade da coluna, aumentam a flexibilidade e reduzem a sensação de rigidez que muitas pessoas sentem no dia a dia.
O fortalecimento da musculatura profunda também dá mais suporte e estabilidade ao corpo, o que estimula a consciência corporal. Com isso, a pessoa passa a perceber melhor suas próprias tensões e sua postura.
"Com a prática regular, ela começa a reconhecer, por exemplo, quando está elevando os ombros, prendendo a respiração ou sobrecarregando a lombar", diz a fisioterapeuta.
O tamanho do problema no Brasil
O Brasil ocupa a 5ª posição no ranking mundial de sedentarismo da Organização Mundial da Saúde (OMS). O brasileiro passa em média 14 horas e 5 minutos sentado por dia, acima da média mundial de 13h46.
Esse tempo prolongado eleva o risco de dor lombar, principalmente entre quem trabalha em escritório.
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O pilates também ajuda a controlar o estresse
Além dos benefícios musculares, o pilates proporciona a sensação de desacelerar a mente, porque a prática exige atenção e concentração, sendo relaxante e prazerosa ao mesmo tempo.
"A respiração ajuda muito nesse processo porque cria um ritmo para o movimento e favorece uma sensação de calma e controle", afirma Jessica Alves.
Segundo ela, associar a respiração consciente aos movimentos tira a pessoa do piloto automático do dia a dia. Quem busca outras formas de se movimentar mais no cotidiano também pode recorrer a opções mais simples, como a caminhada, exercício que fortalece corpo e mente.
O interesse por exercício físico supervisionado também aparece em outras frentes da medicina. Nesta semana, um estudo mostrou que a prática reduz a mortalidade em pacientes com câncer de cólon em 37%.
O tema ganha relevância pelo formato de trabalho predominante no país. O home office, que facilita longos períodos sentado, recuou para 7,9% dos trabalhadores, mas segue acima do patamar pré-pandemia.





























