O presidente Lula (PT) fez seu último ato de campanha pela reeleição em Belo Horizonte, reunindo uma multidão na capital mineira. Ele pediu aos eleitores que ajudem idosos e pessoas com dificuldade de locomoção a chegar até as urnas e disse ter certeza de que Minas Gerais vai lhe dar a vitória outra vez.
As imagens mostram o petista discursando de cima de um carro de som, cercado por apoiadores com bandeiras e cartazes. Imagens aéreas do ato mostram as ruas da região tomadas por apoiadores, reforçando o tamanho do público presente.
Entre quem aguardava o candidato à reeleição estava a aposentada Ana Maria Lana, de 78 anos. Mesmo dispensada de votar pela idade, já que o voto é facultativo a partir dos 70 anos, ela fez questão de acompanhar o ato de perto.
"Eu acredito que vai ser difícil, mas nós estamos esperando um fundo de oração", disse Ana Maria Lana.
Ao lado de outros apoiadores, ela ainda gritou: "Lula é grande, Lula é gigante, ele vai conseguir."
O relato da aposentada ilustra o tipo de eleitor que a campanha busca mobilizar na reta final. São pessoas que, mesmo sem obrigação de votar, mantêm confiança na vitória do candidato nas urnas de Minas Gerais.
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Pedido para ajudar idosos a votar
No palanque, Lula pediu que os eleitores se mobilizem para insistir com os idosos e ajudem a levar às seções eleitorais quem tiver qualquer dificuldade para se deslocar sozinho. Segundo ele, merece atenção quem não chega à votação por falta de transporte ou limitação física.
"Se a pessoa estiver a 70 anos e dizer que não precisa votar mais, você tem que dizer que a vida não acaba aos 70. A vida começa aos 80", afirmou o petista, em tom de brincadeira com a plateia.
O apelo reforça uma pauta recorrente dos discursos de Lula nesta reta final. Mesmo sem obrigação legal de votar, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção podem fazer diferença no resultado da disputa em Minas Gerais.
Brincadeira com o adversário
Lula também comparou a disputa com o adversário a uma partida de truco, jogo de cartas popular no Brasil, e o desafiou mais uma vez em tom bem-humorado. Em seguida, disse que vai "meter um 9" no adversário, em uma referência às cartas do jogo.
No truco, blefar e provocar o adversário faz parte da brincadeira, tradicional em rodas de amigos e bares pelo Brasil.





























