O deputado estadual eleito Bruno Engler (PL) recebeu 675 mil votos em Minas Gerais, recorde histórico para o cargo no estado. Ele lidera a nova Assembleia Legislativa (ALMG), que terá 77 deputados a partir de 1º de fevereiro de 2027.

O PL será a maior bancada da Casa, com 21 parlamentares, seguido pelo PT, com 15, e pelo PSD, com nove. A federação de PT, PCdoB e PV soma 17 cadeiras ao todo.

Outros 14 partidos também terão representantes: PP (cinco), Republicanos (quatro), União, PRD e PSDB (três cada), Avante, PV, Pode, PSB e Novo (dois cada), e Democrata, PDT, Psol e Rede, com um deputado cada.

O índice de renovação da ALMG foi de 31,2%, o menor dos últimos 24 anos. Dos 77 eleitos, 53 conseguiram a reeleição e 24 são nomes novos no Parlamento mineiro.

A taxa de renovação baixa já era esperada: uma pesquisa de setembro mostrou que 88% dos deputados estaduais de MG tentavam prolongar o mandato por mais quatro anos, concorrendo à reeleição.

Além de Engler, outros dois nomes do PL também tiveram votação expressiva: Pablo Almeida, com 226 mil votos, e Eduardo Azevedo, com 165 mil. O resultado completo só começou a sair após as 17h de domingo, quando as urnas fecharam em Minas.

O que muda na nova composição

A bancada de oposição ao governo eleito cresce justamente quando o PL consolida a maior fatia da Casa. Entre os eleitos está o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli, que assumirá o mandato pela primeira vez na ALMG.

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"Vamos fazer oposição e apresentar propostas próprias. O nosso povo precisa de muitas coisas", disse Medioli, sobre a atuação da nova bancada.

Nem todos os nomes conhecidos da Casa permanecem, porém. Caporezzo, deputado em mandatos anteriores, não conseguiu se reeleger desta vez, mesmo com a maioria dos colegas tentando continuar no cargo.

O que acontece agora

Os 77 deputados eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, quando a nova legislatura passa a funcionar oficialmente na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.