A CBF aprovou nessa segunda-feira (21) a redução gradual da cota de estrangeiros no Brasileirão. O limite cai de nove jogadores por clube em 2026 para cinco a partir de 2030, aproximando o Brasil de ligas como a Argentina e o Uruguai.
O calendário aprovado prevê 8 estrangeiros em 2027, 7 em 2028, 6 em 2029 e 5 a partir de 2030. A decisão foi tomada em conjunto pelos clubes das Séries A e B e pelas federações.
Fora do Brasil não existe um padrão único. Algumas competições limitam quantos estrangeiros podem estar no elenco, outras restringem quem entra em campo, e há campeonatos sem cota nenhuma.
| País (liga) | Estrangeiros inscritos | Em campo ao mesmo tempo |
|---|---|---|
| Brasil (Série A, a partir de 2030) | 5 | 5 |
| Argentina (Primera División) | 6 | 5 |
| Uruguai (Primera División) | 6 | 5 |
| México (Liga MX) | 9 | 7 |
| Inglaterra (Premier League) | sem limite direto | sem limite direto |
| Espanha (La Liga) | 3 (fora da UE) | — |
| Alemanha (Bundesliga) | sem cota direta | sem cota direta |
| Arábia Saudita (Saudi Pro League) | 10 | 8 |
| Japão (J1 League) | sem limite de inscrição | 5 |
Fonte: Metrópoles, com base em levantamento das federações de cada país · verificado em 23/09/2026
O comparativo mostra que as ligas mais ricas da Europa preferem não travar a entrada de estrangeiros, mas cobram formação de base. Já América do Sul e Ásia optam por tetos numéricos, parecidos com o novo modelo brasileiro.
O Brasileirão caminha para ficar mais fechado a estrangeiros justamente quando ligas árabes e asiáticas abrem mais vagas para atrair jogadores de fora.
Como funciona nos principais mercados da Europa?
Na Europa, quase nenhuma das cinco principais ligas trava o número de estrangeiros. Itália, Alemanha, Portugal e Inglaterra preferem exigir um mínimo de jogadores formados no próprio país dentro do elenco, entre 8 e 12, dependendo da liga.
A exceção é a Espanha, que limita a 3 o número de jogadores de fora da União Europeia por clube. A França permite até 4, com exceção para atletas de países ligados ao Acordo de Cotonou.
No Oriente Médio, o caminho é o oposto. A Arábia Saudita permite até 10 estrangeiros inscritos e 8 em campo ao mesmo tempo, política que ajudou o país a atrair astros do futebol europeu nos últimos anos.





























