A Apple testa uma função batizada de AutoLock, que trava a tela do iPhone sozinha ao detectar sinais de roubo, como um puxão brusco ou a perda de conexão com o Apple Watch. O recurso foi encontrado no código do iOS 27.2 beta 2.

O recurso ainda não tem data de lançamento e pode nem chegar à versão final do iOS 27.2. No Android, a proteção parecida já existe: o Theft Detection Lock usa inteligência artificial e sensores para identificar o mesmo tipo de situação, segundo o TechTudo.

O AutoLock cruza sinais para decidir se bloqueia a tela: aceleração brusca compatível com um puxão, perda de conexão com o Apple Watch pareado e o tempo que o aparelho ficou desbloqueado. Face ID, Touch ID e locais reconhecidos evitam o bloqueio indevido.

O Brasil registrou 830.890 celulares roubados ou furtados em 2025, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública — 9% a menos que os 909.753 casos de 2024.

A queda não foi uniforme. Os roubos, quando há confronto direto com a vítima, caíram 18,6%, de 377.787 para 308.723 casos. Já os furtos, sem contato, subiram 0,9%, para 483.561 registros.

É justamente o roubo, a modalidade que mais caiu, que o AutoLock tenta travar: a função depende do movimento físico de alguém arrancando o aparelho da mão. Contra o furto, quando o celular some do bolso sem violência, esse gatilho não existe.

Reportagem do Mundo Conectado, baseada em dados do setor, aponta que os iPhones respondem por cerca de 24% dos aparelhos roubados ou furtados no país, mesmo representando por volta de 10% do mercado nacional de celulares.

O ponto em aberto

A Apple ainda não anunciou o AutoLock oficialmente, e o Android testa sua versão há mais tempo sem eliminar o roubo de celular no Brasil. A queda de 18,6% nos roubos veio antes de qualquer bloqueio automático chegar aos aparelhos.

O que a tecnologia pode mudar, então, é a fatia que ainda cresce: o furto sem violência, para o qual nenhum dos dois recursos foi desenhado.