Nove candidatos divulgaram agenda de campanha para o governo do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (17/9), segundo o G1. É o mesmo número de postulantes de 2022, abaixo do recorde de 11 candidaturas em 2018 e acima das 8 de 2014.

A lista de 2026 tem Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), Anthony Garotinho (Republicanos), Coronel Busnello (Missão), André Marinho (Novo) e quatro nomes de partidos à esquerda: Cyro Garcia (PSTU), Luan Monteiro (PCO), William Siri (PSOL) e Juliete Pantoja (UP).

Quatro das nove candidaturas vêm de siglas à esquerda do espectro, concorrendo separadamente em vez de reunidas numa única chapa, como ocorre com frequência em disputas presidenciais.

Por que a candidatura de Garotinho está em risco

O TRE-RJ indeferiu, por unanimidade, o registro de candidatura de Anthony Garotinho ao governo do Rio. O motivo foi a suspensão de seus direitos políticos por 8 anos.

A pena decorre de condenação por improbidade administrativa envolvendo desvio de verbas da Saúde na gestão de sua mulher, a então governadora Rosinha Garotinho.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, a condenação transitou em julgado em 11 de julho de 2025. É o mesmo tipo de barreira que, em Minas Gerais, manteve Eduardo Cunha fora da disputa por decisão do TRE-MG.

Garotinho ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro Floriano de Azevedo Marques já concedeu tutela de urgência para que ele receba recursos do fundo eleitoral e tenha horário eleitoral gratuito enquanto o recurso tramita.

Enquanto o caso não se resolve, Garotinho segue fazendo agenda de rua, com caminhada em Madureira e reunião com veteranos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros nesta quinta.

O que acontece agora

O primeiro turno da eleição para governador do Rio está marcado para 4 de outubro. Até lá, o TSE precisa decidir o recurso de Garotinho.

As agendas de campanha seguem sendo o termômetro público da corrida: a TV Sim Brasil já mostrou como a disputa vem se desenhando nas pesquisas de intenção de voto.

O ponto em aberto

O Rio já viveu fragmentação parecida em 2018, quando 11 nomes disputaram o Palácio Guanabara e a corrida foi decidida só no segundo turno.

A diferença de 2026 é que a fragmentação está mais concentrada à esquerda, com quatro candidaturas separadas, enquanto o caso Garotinho ainda pode reduzir a lista antes mesmo da votação.