O mercado brasileiro de fusões e aquisições somou R$ 210,7 bilhões em 834 negócios entre janeiro e agosto de 2026, segundo relatório da consultoria TTR Data. Ante o mesmo período de 2025, o número de operações caiu 31%, mas o capital movimentado subiu 11%.

Somente em agosto foram 57 transações, somando R$ 12,6 bilhões. É uma média de quase R$ 221 milhões por negócio, sinal de que os negócios ficaram mais raros, porém maiores.

Internet, Software & IT Services liderou em número de operações no ano, com 140 negócios, seguido por Real Estate, com 131. As aquisições de ativos somaram 205 transações e R$ 37,9 bilhões, queda de 8% ante 2025.

O setor imobiliário também chamou atenção fora do relatório da TTR Data: um levantamento à parte mostra que as fusões e aquisições do setor cresceram 44% no primeiro semestre e somaram R$ 12,4 bilhões.

Os investimentos institucionais recuaram mais que a média do mercado. O private equity somou 56 transações e R$ 34,5 bilhões, queda de 13%, e o venture capital teve 134 rodadas e R$ 8,0 bilhões, queda de 46%.

A maior operação do mês foi a conclusão da venda da CPC pela Motiva à ASUR, por R$ 5,1 bilhões, negócio que sozinho respondeu por mais de 40% do valor movimentado em agosto.

Quem lidera o ranking de assessorias?

O BTG Pactual lidera como assessor financeiro, com 31 transações somando R$ 54,3 bilhões. Na assessoria jurídica, o escritório Mattos Filho aparece à frente, com 65 operações e R$ 64 bilhões.

O apetite por operações grandes apareceu em casos recentes cobertos pela TV Sim. O Nubank abriu operação nos EUA e lançou conta em dólar para 35 países.

A SPIC investiu R$ 1,4 bi para ampliar uma hidrelétrica, enquanto a Light saiu da recuperação judicial reduzindo a dívida à metade.

Do lado do crédito, os Correios pediram aval da União para mais R$ 7 bilhões em empréstimos, movimento que mostra a mesma busca por capital em volumes maiores.