O agronegócio brasileiro faturou US$ 87 bilhões em exportações no primeiro semestre de 2026, alta de 6,2% sobre o mesmo período do ano passado. Os dados são do Cepea (Esalq/USP), com base em números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O volume exportado cresceu 7,5% no período, enquanto o preço médio em dólar caiu 1,2%. Óleo de soja, milho e algodão lideraram o crescimento em volume, com altas de 30%, 22% e 21%, respectivamente.

A China respondeu por 35% do faturamento do agronegócio brasileiro no semestre, com gastos de US$ 30 bilhões. Do total pago pelos chineses, 66% foi em soja, farelo e óleo de soja.

Do lado oposto, as vendas para os Estados Unidos recuaram 25% no mesmo período, em meio ao tarifaço que os dois países ainda não negociaram. Mesmo assim, a safra de grãos 2025/26 fechou em recorde de produção, segundo o Cepea.

O resultado do semestre segue uma tendência recente: em setembro, a exportação de soja avançou e o farelo bateu recorde, puxada pela demanda chinesa.

Já o café enfrenta um cenário mais incerto: o preço recuou na bolsa de Nova York mesmo com a expectativa de uma safra recorde no Brasil na temporada 2026/27.

O que acontece agora

A colheita de café 2026/27 segue em curso e pode ter qualidade menor em algumas regiões por causa do excesso de chuva. Mesmo assim, o volume da safra é esperado em recorde, segundo o Cepea.