Mulheres são 7.188 das 20.607 candidaturas registradas no TSE para as eleições de 2026, o equivalente a 34,9% do total, segundo balanço divulgado em 18 de agosto. O número pode ainda mudar por atraso dos sistemas da Justiça Eleitoral em computar atualizações.

A lei exige, desde 2009, que os partidos lancem no mínimo 30% de candidaturas femininas. Passados 17 anos da regra, o resultado nacional segue perto do piso legal.

Só um partido tem mais candidatas do que candidatos: a UP (Unidade Popular), com 53,2% de mulheres entre seus postulantes. A legenda, porém, tem pouca relevância eleitoral, com poucas candidaturas no total.

O PRTB tem o menor percentual entre os partidos: apenas 17% de candidaturas femininas, o equivalente a 2 mulheres entre 12 candidatos.

Em números absolutos, quem mais lançou mulheres foi o PL, com 537 candidatas.

Uma cota que não avança há quase duas décadas

A cota de 30% completa 17 anos em 2026, e o resultado nacional segue perto do piso mínimo estabelecido em lei. A diferença entre a proporção da UP (53,2%) e a do PRTB (17%) mostra que, entre os partidos, cumprir a cota mínima e superá-la são escolhas bem diferentes.

Entre as candidatas, 52,3% se autodeclaram pretas ou pardas, e 45,97% brancas. A grande maioria, 98,3% das candidaturas femininas, é para cargos legislativos: vereança, deputado estadual e federal.

Para os cargos majoritários, a presença de mulheres é bem menor: 32 concorrem a governadora, 8 a vice-governadora, e apenas 2 à Presidência da República e 5 à vice.

Além da cota de candidaturas, a Constituição garante às mulheres no mínimo 30% dos recursos de campanha e do tempo de rádio e TV de cada partido.