A Folha e o Datafolha lançam nesta quarta-feira (23/9) o Match Eleitoral 2026, ferramenta que cruza respostas de eleitores e candidatos a deputado federal e senador em São Paulo. O Datafolha já entrevistou 568 candidatos, cerca de metade dos inscritos no estado.
O banco de dados foi encomendado pela Folha ao Datafolha, seu instituto de pesquisas.
A ferramenta funciona como um aplicativo de relacionamentos entre eleitor e candidato. Depois de responder a um questionário, o eleitor vê com quais nomes tem mais afinidade em temas econômicos, políticos e de comportamento.
Os candidatos responderam a 22 tópicos, como a pena de morte para crimes graves, dizendo se concordam ou discordam. O eleitor avalia a importância de cada tema, e o cruzamento gera uma escala de afinidade.
A base é aberta e novos nomes podem entrar até a eleição, mediante contato direto com o Datafolha. A disputa ao Senado por São Paulo, uma das que a ferramenta cobre, reúne cinco nomes embolados na briga pelas duas vagas.
Quem não está na lista hoje simplesmente não abriu suas respostas à comparação.
No Senado por São Paulo, o Datafolha já fez 11 entrevistas. Marina Silva (Rede) não quis participar e Guilherme Derrite (Progressistas) não respondeu. Ricardo Salles (Novo), que recentemente criticou a escala 6x1 em debate, e André do Prado (PL) já preencheram o questionário.
Marina Silva e Derrite preferiram não se comparar aos adversários.
Simone Tebet (PSB) afirmou que pretende responder ao questionário. A senadora está entre os quatro candidatos que aparecem tecnicamente empatados na disputa pelas duas vagas ao Senado em São Paulo. O editor-executivo da Folha, Vinicius Mota, resume assim o objetivo da ferramenta:
Numa votação tão confusa e ao mesmo tempo tão importante para o Congresso Nacional, o Match oferece ao eleitor uma bússola para auxiliá-lo na escolha dos candidatos.
"O Match Eleitoral é uma oportunidade para candidatos com menos visibilidade se apresentarem aos eleitores e também dos eleitores se conectarem a candidatos com opiniões parecidas com as suas", afirma a diretora do Datafolha, Luciana Chong.
Como o Datafolha reuniu os candidatos
O convite aos candidatos circula desde agosto, quando o Datafolha passou a agendar por telefone e e-mail as entrevistas de 15 minutos. Passado um mês, o instituto tinha entrevistado 568 candidatos, cerca de metade dos inscritos no estado.
O que acontece agora
A base pode receber novos nomes até a eleição, e o eleitor já pode acessar o questionário e comparar respostas com os candidatos cadastrados no site da Folha. Quem quiser participar como candidato ainda pode procurar o Datafolha pelo e-mail [email protected].

































