A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) mostra a governadora Celina Leão (PP) com 33% das intenções de voto para o governo do Distrito Federal, ante 21% de Leandro Grass (PT) e 17% de Arruda (PSD), cuja candidatura segue contestada no TSE.
Na pesquisa anterior, Celina tinha 35% e Grass, 17%. Celina caiu dois pontos e Grass subiu quatro, reduzindo a distância entre os dois.
Paula Belmonte (PSDB) aparece com 5%, Cappelli (PSB) e Kiko Caputo (Novo) com 2% cada. Os demais candidatos não pontuaram.

Por que a Quaest testou dois cenários?
A Quaest simulou, pela primeira vez, um cenário sem Arruda (PSD), Elisson (Agir) e Rico Pinheiro (PRTB). O TRE-DF indeferiu as três candidaturas, e os recursos estão no TSE, sem julgamento.
Sem os três nomes, Celina sobe a 34% e Grass, a 23%. Enquanto o TSE não decide, os candidatos podem seguir em campanha, participar de debates e do horário eleitoral gratuito.
O que muda no segundo turno
Em um eventual 2º turno, Celina venceria Grass por 48% a 30% ou Arruda por 43% a 32%. Na rodada anterior, a vantagem sobre Grass era de 52% a 29%.
A distância de Celina sobre Grass no 2º turno encolheu de 23 para 18 pontos em uma semana. A aproximação reduz a margem de segurança da governadora às vésperas da eleição.
Num confronto direto entre os dois adversários diretos, Arruda teria 38% e Grass, 31%.
Para 61% dos eleitores ouvidos, a escolha do candidato já é definitiva, ante 55% na pesquisa anterior. Outros 38% dizem que ainda podem mudar de voto até a eleição, em 4 de outubro.
A ausência de Celina a um debate do GDF e a proposta de reforma agrária de Grass marcaram a semana de campanha que antecedeu o levantamento.
A Quaest ouviu 1.104 eleitores do DF entre 19 e 22 de setembro, a pedido do Grupo Globo. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%.
O estudo, que custou R$ 128.064,00, está registrado no TSE sob o número DF-02596/2026.
O ponto em aberto
A distância entre os candidatos encolheu na mesma semana em que mais eleitores disseram ter decidido o voto. A pergunta que fica é se a decisão do TSE sobre as três candidaturas contestadas, ainda sem data, muda esse equilíbrio antes do dia 4 de outubro.





























