Os 10.900 candidatos que seguem na lista de espera da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 1) precisam confirmar interesse pelas vagas entre 24 de agosto e 4 de setembro, pelo aplicativo SouGov. Quem não se manifestar no prazo é eliminado do banco de aprovados, segundo o Ministério da Gestão.

De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a convocação foi publicada no Diário Oficial da União. O prazo começa às 10h do dia 24 de agosto e termina às 23h59 do dia 4 de setembro.

A regra vale para quem continuou na lista depois das manifestações feitas em 2025. Não basta ter respondido naquela rodada para seguir habilitado a uma eventual convocação para nomeação e posse.

O texto do MGI detalha o efeito de perder o prazo.

"A ausência de manifestação dentro do prazo (...) gerará eliminação do Banco de Candidatos Aprovados em Lista de Espera de todos os cargos do CPNU 1, inclusive para fins de contratação temporária", informa o ministério.

Como confirmar o interesse no SouGov

A manifestação é feita exclusivamente pelo aplicativo SouGov ou pelo site do serviço, com login do candidato.

O MGI descreve cinco passos: acessar o app ou o endereço eletrônico, fazer login, consultar os cargos para os quais está aprovado em lista de espera, informar para cada cargo se quer continuar concorrendo e concluir o procedimento antes do fim do prazo.

Segundo o ministério, há duas formas de perder o prazo. Uma é não acessar o sistema. A outra é acessar e não concluir o procedimento até o final do período, o que produz o mesmo efeito.

Quem está aprovado em mais de uma lista responde uma vez para cada cargo. Quem mudar de ideia pode corrigir, porque o MGI permite alterar a manifestação durante todo o período de resposta.

As novas listas de espera saem até 30 de setembro.

799 nomeados nesta semana e a posse digital

Enquanto a lista de espera é recontada, o governo segue nomeando. Portarias publicadas no Diário Oficial da União de terça-feira (18) nomearam 799 aprovados nas duas edições do CNU, sendo 291 da primeira e 508 da segunda.

A Portaria de Pessoal DGP/SSC/MGI nº 9.837 distribuiu parte desse grupo. São 47 candidatos para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, 22 para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, 20 para o Ministério da Cultura e 16 para o Ministério do Planejamento e Orçamento.

A posse é digital. O nomeado precisa de conta Gov.br nos níveis Prata ou Ouro, aguarda o e-mail com o Requerimento de Ingresso, preenche as informações e anexa a documentação exigida no edital.

No CPNU 2, o movimento é o mesmo. O Edital nº 228/2026, de 31 de julho, classificou 702 pessoas, sendo 242 em vagas imediatas remanescentes e 460 em adicionais.

São 508 vagas de analista técnico-administrativo no próprio MGI e 194 de analista do seguro social no INSS.

"A reclassificação dos candidatos foi necessária para recompor as vagas não preenchidas nas convocações anteriores do CNU 2 e também pelo preenchimento de vagas adicionais", afirmou a Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

O CPNU 1 foi aberto em 2024 e teve a validade prorrogada até 2027. A Administração Federal ainda pode estendê-la por mais um ano.

Quantos dos 10.900 chegam a ser chamados

O banco de aprovados é formado, em regra, pelo dobro das vagas imediatas de cada bloco, mais os aprovados que não ficaram com a primeira opção de cargo. A lista nasce, portanto, maior que o número de vagas que o governo pretende preencher.

Com a validade até 2027 e a próxima edição dependendo do orçamento previsto no PLOA de 2027, a resposta de agora decide menos sobre uma vaga imediata e mais sobre continuar no cadastro quando a nomeação aparecer.