Flávio Bolsonaro (PL) venceu Lula (PT) em 7 dos 11 países soberanos da América do Sul no 1º turno das eleições presidenciais, no domingo (4/10), mostra levantamento do Metrópoles com dados do TSE. Lula lidera o total mundial do voto no exterior.
Na América do Sul, considerando só os 11 países soberanos do continente, Flávio recebeu 9.763 votos, contra 7.246 de Lula. Fora do Brasil, porém, o resultado se inverte: no total mundial do voto no exterior, Lula soma 157.387 votos ante 143.900 de Flávio.
O critério geográfico muda o vencedor: olhando só a América do Sul, a vantagem é do PL; olhando o mundo todo, o resultado pende para o PT.
O levantamento também soma a Guiana Francesa, departamento ultramarino da França e não um país soberano. Ali, brasileiros deram 518 votos a Flávio e 484 a Lula.
Com o território francês somado à conta, Flávio passa a liderar em 8 dos 12 locais considerados, com placar geral de 10.281 a 7.730.
O Paraguai concentra a maior vantagem de Flávio: o candidato do PL recebeu 3.848 votos no país vizinho, contra 546 de Lula, diferença de 3.302. A Bolívia vem em seguida, com 1.387 votos para Flávio e 349 para Lula.
| País | Flávio Bolsonaro | Lula |
|---|---|---|
| Paraguai | 3.848 | 546 |
| Bolívia | 1.387 | 349 |
| Argentina | 1.681 | 3.747 |
| Chile | 809 | 928 |
| Uruguai | 701 | 797 |
| Peru | 380 | 248 |
| Suriname | 366 | 121 |
| Colômbia | 252 | 245 |
| Equador | 171 | 130 |
| Venezuela | 125 | 128 |
| Guiana | 43 | 7 |
Lula lidera em quatro países do continente. Na Argentina, o petista tem 3.747 votos contra 1.681 de Flávio, a maior vantagem do presidente na região. O padrão se repete no Chile, no Uruguai e na Venezuela, por margens mais estreitas.
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Por que o voto no exterior se divide assim?
O comportamento do eleitor brasileiro no exterior reflete o contexto político de onde ele mora, segundo o professor Victor Missiato, da Mackenzie Alphaville, e não se explica só pela ideologia do governo brasileiro.
"Viver em um ambiente onde quem está no poder consegue fornecer a essa pessoa uma boa qualidade de vida relaciona o que ela está vivendo neste local com o que ela projeta no país de origem", afirma Missiato.
O resultado na América do Sul contrasta com o resultado do petista na Líbia e no Haiti, onde venceu com 100% dos votos válidos.
Ele também acompanha o crescimento recente do eleitorado brasileiro fora do país, que votou em maior número nesta eleição.
Na Ásia, o padrão não se repete: Lula vence no continente, mas perde no Japão, onde Flávio tem maioria.
O que acontece agora
Flávio Bolsonaro e Lula disputam o 2º turno em 25 de outubro, quando o TSE volta a apurar o voto no exterior. O resultado pode repetir o padrão regional ou se inverter, a depender do voto argentino, chileno e uruguaio, hoje favorável a Lula.





























