O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) votou antes das 9h deste domingo (25) em um colégio da zona sul de São Paulo. Ele disse que a história de vida do presidente Lula (PT) "vai pesar" na decisão dos eleitores no 2º turno.

Nós estamos celebrando a democracia e eu acredito que o esforço do presidente, o compromisso dele com o país e a história de vida vão pesar nesse último dia. Toda eleição tem uma história.

Na avaliação do ex-ministro, as manifestações nas grandes cidades e o apoio a Lula no interior, sobretudo no Nordeste, indicam um "clima excelente nas ruas" para o presidente.

Lula tenta reverter o resultado do 1º turno, quando Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista.

Haddad comparou a mobilização popular à eleição de 1989 e destacou a emoção de Lula no encerramento dos atos de rua, no sábado (24), na Avenida Paulista.

"Foi realmente muito surpreendente esse 2º turno. O presidente estava muito emocionado ontem, 2ª vez que ele vai para a av. Paulista batendo recorde de público e não é pouco", disse Haddad.

O discurso de Haddad reforça a aposta da campanha de Lula: transformar a mobilização de rua em sinal de virada no resultado.

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A caminhada de Lula ocupou ao menos 14 quarteirões da Paulista no sábado. Antes de chegar a São Paulo, o presidente participou de mobilização em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Fernando Haddad discursa ao lado do presidente Lula em cerimônia oficial
Fernando Haddad em cerimônia oficial ao lado do presidente Lula. Foto de arquivo. Foto: Palácio do Planalto/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Haddad também concorreu neste ano, mas foi derrotado por Tarcísio de Freitas no 1º turno da eleição paulista. O governador foi reeleito com 62,65% dos votos válidos, contra 36,42% do ex-ministro.

O que acontece agora

A apuração do 2º turno começa após o encerramento da votação neste domingo. Lula tenta a reeleição contra Flávio Bolsonaro, que venceu o 1º turno com avanço de votos até no Nordeste, reduto histórico do petista.