A nova geração do Kindle chega ao Brasil custando R$ 899 no modelo básico de 16 GB, o mesmo preço que o Kindle antigo passou a custar em agosto, quando a Amazon subiu os preços da linha em até 55%.

A Amazon anunciou os novos Kindle, Kindle Paperwhite e Kindle Colorsoft nesta quinta-feira (1º), com tela nivelada, novas cores e desempenho 30% mais rápido para abrir livros. Chegam ao Brasil com preços de R$ 899 a R$ 1.749.

Em agosto, o Kindle básico de 16 GB custava R$ 599 e subiu para R$ 899, alta de 50%, por causa do custo global de memória.

O novo aparelho tem tela sem moldura em relevo e chega em cinco cores, entre elas a inédita Figo. O preço de lançamento, porém, repete exatamente o valor do modelo anterior, já reajustado.

A Amazon não é a única fabricante nessa posição. Em outubro, o Galaxy S26 chegou a ficar R$ 1.300 mais caro no Brasil, também por causa da crise de memória.

Por trás da alta está a corrida por data centers de inteligência artificial. Nvidia, OpenAI, Google, Meta, Amazon e Microsoft compram memória DRAM e NAND em volumes gigantescos, pagando margens acima do que o mercado de eletrônicos de consumo costuma pagar.

A mesma crise de memória já havia chegado à Apple, meses antes de afetar a linha do Kindle.

No primeiro trimestre de 2026, o preço da DRAM disparou mais de 90%, e o da NAND Flash subiu cerca de 60% em três meses. Para quem só olha a etiqueta, o Kindle novo parece ter ficado estável desde agosto.

Na prática, paga-se hoje o mesmo valor de antes, por um aparelho mais rápido.

O preço-base da linha subiu 50% em sete meses, e a comparação justa não é com o modelo antigo recém-reajustado, mas com o que o Kindle básico custava no início do ano.

O que o lançamento não diz

A Amazon apresenta o Kindle 2026 pelo que ele ganhou: tela redesenhada, mais velocidade, novo controle remoto de página. O comunicado de lançamento não menciona que o preço de entrada repete o patamar já praticado desde agosto.

Fica em aberto se o próximo soluço no mercado de memória empurra o Kindle básico para além dos R$ 899, ou se esse valor virou o novo piso permanente da linha no Brasil.