São Paulo completa, neste sábado (24), 38 anos sem registrar casos de poliomielite. O último caso no estado foi em 1988, em Teodoro Sampaio, na região de Presidente Prudente. A data marca o Dia Mundial de Combate à Poliomielite, também conhecida como paralisia infantil.
No Brasil, o último caso de poliomielite foi registrado em 1989. O poliovírus selvagem, porém, ainda circula no Afeganistão e no Paquistão, com surtos de outras formas do vírus em outros países.
As campanhas nacionais de vacinação começaram em 1980. Naquele ano, São Paulo registrou 101 casos da doença; em 1981, o número caiu para 7, redução de 93% em um único ano.
Por que a vacinação ainda preocupa
Apesar dos 38 anos sem casos, São Paulo não atingiu a meta de 95% de cobertura vacinal estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Até agosto, a cobertura era de 88,74% entre crianças menores de 1 ano.
Para o 1º reforço, a cobertura caiu a 84,51%, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).
O problema não é só paulista: o Brasil não atinge a meta em 14 das 16 vacinas do calendário infantil, segundo o Ministério da Saúde.
Em Minas Gerais, o problema também aparece: Passos tem a menor cobertura vacinal do Sul de Minas.
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A vacina contra a poliomielite tem 5 doses: aos 2, 4 e 6 meses, mais 2 reforços, aos 15 meses e aos 4 anos. Todas são gratuitas nas Unidades Básicas de Saúde.
Em agosto, Belo Horizonte passou a aplicar a 2ª dose injetável contra a poliomielite na campanha de multivacinação da capital mineira.
A transmissão da poliomielite ocorre pelo contato direto com fezes ou secreções de pessoas infectadas. Falta de saneamento básico, moradia inadequada e higiene precária favorecem o contágio.































