A obra de Renato Russo chega aos 30 anos da morte do cantor nesta semana, completados em 11 de outubro, ainda entre os catálogos mais ouvidos do rock brasileiro: suas músicas somam mais de 8 milhões de ouvintes mensais só no Spotify.
Líder da Legião Urbana, Renato Russo morreu em 11 de outubro de 1996, aos 36 anos, por complicações relacionadas à Aids. Nascido no Rio de Janeiro e criado em Brasília, viu a banda se tornar um dos maiores fenômenos do rock nacional.
O catálogo soma 158 obras e 343 gravações no Ecad, sinal da presença constante em rádio, shows e ambientes comerciais. "Tempo Perdido" é a canção mais tocada do repertório e também a mais regravada, com 91 versões registradas por outros artistas.
Por que as letras ainda ressoam
Perguntas como "Que país é este?" nasceram sob a ditadura militar que marcou a juventude de Renato em Brasília, mas seguem repetidas décadas depois. Já as canções mais íntimas, como "Eduardo e Mônica", vieram do álbum "Dois", que completou 40 anos em 2026.
Outro nome da cena do rock de Brasília, Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, dedicou uma música a temas políticos no Rock in Rio em setembro, num eco do tom crítico que também marcou Renato.
O que acontece agora
Para marcar a data, a editora Garota FM Books lança dois livros: "Discobiografia Legionária", em audiolivro, e uma biografia do cantor assinada pela astróloga Mariana Candeias.
As dez canções mais tocadas nos últimos cinco anos incluem "Será", "Pais e Filhos" e "Que País É Este", ao lado de "Eduardo e Mônica" e "Música Urbana".





























