Minas Gerais registrou dois acidentes aéreos na mesma sexta-feira (9), que juntos mataram quatro pessoas: pela manhã, um piloto morreu em queda na área do metrô de BH; à tarde, três integrantes da PM morreram em Santana do Paraíso, a 55 km da capital.
A aeronave da Polícia Militar, um Beechcraft King Air, caiu quando fazia um voo de rechecagem de habilitação entre Belo Horizonte e Ipatinga. Morreram o tenente-coronel Luis Silvestre e as tenentes Emília Soares Lacerda Resende e Alice Almeida, todos pilotos da corporação.
Foram mais de 2.000 transplantes ocorridos e boa parte deles nas mãos do tenente-coronel Silvestre. Centenas de milhares de famílias foram atingidas pela capacidade dos nossos ases indomáveis.
A fala é do coronel Flávio Santiago, que coordena a comunicação da PM mineira: a equipe também atuava no transporte de órgãos para transplantes.
O primeiro acidente do dia, pela manhã, envolveu um avião monomotor que decolou da Pampulha rumo a Juatuba e caiu sobre um galpão de manutenção do metrô de BH. O piloto morreu carbonizado, segundo o Corpo de Bombeiros.
Por que os acidentes se repetem no mesmo aeroporto
As duas aeronaves de sexta-feira decolaram do Aeroporto da Pampulha, que concentra boa parte da aviação geral de Belo Horizonte. Nos últimos cinco anos, a cidade teve pelo menos 11 acidentes aéreos, entre aviões e helicópteros.
Na última década, BH soma ao menos seis quedas de avião em áreas urbanas, e os três acidentes mais recentes, incluindo os de hoje, partiram da Pampulha, segundo levantamento do jornal O Tempo.
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O Brasil registrou 64 acidentes aéreos e 17 mortes nos quatro primeiros meses de 2026, segundo dados da FAB e do Cenipa. Minas Gerais soma 134 acidentes desde 2016, a quarta maior marca entre os estados.
O ano de 2026 já é um dos que mais somam mortes em acidentes de helicóptero no Brasil.
Segundo o Estado de Minas, aviões pequenos têm aprovação técnica rigorosa, mas ficam mais vulneráveis quando há falha na manutenção preventiva ou pouca experiência do piloto em situações adversas.
O que acontece agora
A Cenipa, que também investiga a queda da Voepass em Vinhedo, que matou 62 pessoas, vai apurar as causas dos dois acidentes desta sexta em Minas Gerais. A corporação informou que a manutenção da aeronave da PM estava em dia.
O ponto em aberto
Três dos últimos acidentes aéreos em áreas urbanas de Belo Horizonte partiram do mesmo aeroporto, a Pampulha. A pergunta que fica, sem apontar culpa individual, é o que ainda falta para reduzir o risco de quedas sobre bairros residenciais no entorno.





























