O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) publicou nesta sexta-feira (9) um vídeo em formato selfie para criticar a proposta de jornada flexível do senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmando que o modelo de pagamento por hora pode reduzir a renda mensal dos trabalhadores.

No vídeo, Alckmin comparou a proposta de Flávio a um banco de reservas de time de futebol: as empresas poderiam chamar trabalhadores só quando houvesse necessidade, em vez de manter jornada fixa.

A proposta do Flávio é que a empresa só chame alguém para trabalhar se precisar. Ele tá criando um banco de reservas de trabalhador. Sabe quando o time tem os titulares e o técnico só chama outro se alguém estiver mal ou se machucar? É justamente o que vai acontecer.

Alckmin apresentou um cálculo com base no salário mínimo de R$ 1.621: considerando 26 dias úteis por mês, o valor equivale a R$ 63,34 por dia e cerca de R$ 7,80 por hora.

Segundo ele, esse seria o piso sob o modelo de Flávio.

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O que diz a proposta de Flávio

Flávio apresentou a proposta na terça (6), ao criticar a PEC que acaba com a escala 6x1. Segundo ele, o modelo dá liberdade para o trabalhador montar a própria jornada conforme sua necessidade, sem detalhar números.

"Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais. Quem quer trabalhar menos, que não consegue trabalhar mais, vai ter o direito de priorizar outras coisas da sua vida", disse Flávio, que também citou mães que conciliam emprego e cuidado dos filhos como público-alvo da proposta.

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A troca ocorre no centro do debate eleitoral sobre trabalho: Flávio já detalhou sua alternativa à escala 6x1 em crítica a Lula, e o tema já dividia as posições dos dois candidatos antes do vídeo de Alckmin.

O que acontece agora

A PEC do fim da 6x1 aguarda votação no plenário do Senado, que pode ocorrer na quinta-feira (15), a 10 dias do 2º turno. A proposta prevê jornada máxima de 40 horas semanais, em 5 dias, sem redução salarial.

Alckmin segue a agenda de campanha pelo 2º turno. Nesta semana, o vice-presidente reforçou encontros com líderes religiosos e empresários.