Um ciclone extratropical trouxe chuvas volumosas e ventos fortes ao Paraná nesta sexta-feira (9), colocando o estado inteiro sob alerta máximo para tempestades severas. Há risco de granizo, microexplosões atmosféricas e de tornados isolados, principalmente na região Oeste do estado.
As rajadas chegaram a 63,7 km/h em Altônia e 61,9 km/h em Santa Maria do Oeste. Mais de 20 municípios registraram acumulados acima de 20 mm até as 16h, com os maiores volumes em Mauá da Serra (48,2 mm) e Santa Helena (47 mm).
Segundo boletim do Simepar e da Defesa Civil, a instabilidade avança para a Região Metropolitana de Curitiba, os Campos Gerais e o Litoral. O risco cresce no fim de semana do feriado de Nossa Senhora Aparecida (12/10), de maior fluxo de veranistas.
Por que essa chuva preocupa quem planta soja
O temporal chega no momento em que o Paraná vivia o melhor ritmo de plantio de soja em 8 safras. Até segunda-feira (5), 36% da área prevista já havia sido semeada, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
O próprio Deral já alertava, antes do temporal desta sexta, que novas chuvas deveriam limitar temporariamente o avanço da semeadura, ao dificultar a entrada de máquinas no campo.
O excesso de umidade e a baixa luminosidade também atrapalham a pulverização contra pragas nas áreas já plantadas.
Apesar do risco de atraso, a Deral mantém a estimativa preliminar de uma safra recorde de 22,6 milhões de toneladas de soja para o Paraná em 2026/27, número que só será confirmado ao fim da colheita.
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Não é a primeira lavoura afetada pela chuva este ano
O padrão não é novo: em setembro, o excesso de chuva já havia derrubado a qualidade do trigo no Paraná e no Rio Grande do Sul.
Produtores paranaenses também monitoram a intensificação do El Niño, fenômeno associado a chuvas acima da média no Sul do Brasil.
Até a publicação desta matéria, nem o Simepar nem a Deral haviam detalhado se o temporal desta sexta já havia causado atraso mensurável no plantio ou dano às lavouras já semeadas.





























