O Ibovespa fechou em queda de 0,82%, a 166.191 pontos, e o dólar subiu a R$ 5,49 na quinta-feira (5 de novembro), pressionados pela forte queda das bolsas dos Estados Unidos após a vitória democrata nas eleições de meio de mandato.
Nos Estados Unidos, o Nasdaq despencou 5,52%, a 24.314 pontos, e o S&P 500 recuou 4,36%, na pior sessão para as bolsas em cerca de 18 meses. Ações de tecnologia lideraram as perdas.
Entre as maiores quedas, a SanDisk perdeu 16,6%, e a Qualcomm, mais de 11%. O bitcoin recuou para a faixa dos US$ 76 mil, menor nível em mais de um mês.
O gatilho foi político. O Congresso dos EUA passa a ter maioria democrata, e isso acende o alerta para uma regulação mais dura sobre tecnologia e inteligência artificial. Investidores migraram para setores considerados defensivos.
Na véspera, o cenário foi o oposto. O Ibovespa chegou a subir 1% e o dólar caiu com o mesmo resultado das eleições americanas, na expectativa de um Congresso mais previsível.
O ether caiu para menos de US$ 2.300 na mesma sessão.
Publicidade
O que muda para o investidor brasileiro
Quem tem ações de tecnologia ou criptomoedas na carteira sentiu o impacto direto. O dólar mais caro também encarece viagens, produtos importados e dívidas atreladas à moeda americana, efeito que tende a durar enquanto o cenário político nos EUA não se acomodar.
Analistas já citavam esse risco antes do resultado. As eleições de meio de mandato eram apontadas como gatilho para o dólar e os juros subirem no Brasil.
O que acontece agora
Os mercados devem seguir sensíveis a cada sinal sobre a política econômica do novo Congresso americano, que assume em janeiro de 2027. No Brasil, o foco imediato é o pronunciamento de Lula à nação, marcado para o domingo (8 de novembro).






























